segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Fortaleza de Santa Catarina - Cabedelo /Paraíba/ Brasil

                                                                 
Teve a sua provável iniciação na construção em taipa por ordem geral do Governador Geral de Pernambuco Frutuoso Barbosa, que para conquistar a região fundara a capitania da Paraíba a fim de  impedir as invasões estrangeiras.
Em 1586 inicialmente fora construído em madeira e taipa, sendo destruído pelos potiguaras em 1591 e reconstruído um ano depois.




Localizado a margem direita da barra do Rio Paraíba na parte arenosa, a construção inicial se deu pela direção do alemão Cristóvão Lintz (Lins) e contou com o apoio de cerca de 110 soldados espanhóis provenientes da cavalaria de Olinda, além de cerca de 700 índios e 100 escravos negros, e tornou-se símbolo da arquitetura militar no Estado da Paraíba nesse período colonial.
A origem de seu nome inicial foi o de Cabedelo, como referencia a sua localização e ao nome da cidade em que estava localizado (como o qual se refere à denominação de caráter geográfico: Cabedelo = pequeno cabo). 


Capela de Santa Catarina de Alexandria


O nome Santa Catarina é de origem meio incerta como descreveu Elias Herckmans e Gaspar Barleau (Barlae) em seus escritos durante o período da invasão holandesa. Além destes, o Forte ainda foi chamado de Forte do Matos, nome não tão conhecido e presente em poucos arquivos.


Interior da capela.


Composto por um conjunto arquitetônico com 20 compartimentos, a casa da pólvora, a casa do capitão, 2 prisões, a capela dedicada a Santa Catarina de Alexandria, 8 alojamentos de soldados, 4 alojamentos para oficiais além de um paiol, um poço de água doce e dois túneis divididos entre o de uso para mais e menos graduados.


Capela de Santa Catarina de Alexandria


O forte em si enfrentou algumas batalhas significantes e obteve em verdade muitas vitórias sobre os inimigos a exemplo da tentativa de invasão dos franceses no ano de 1597 que contavam com a ajuda dos índios Potiguaras e uma esquadra que contava com cerca de treze navios e quase 350 homens que atacaram o forte, mas foram bravamente derrotados.
Alguns relatos constam que nesse período mudou-se o nome do forte para Fortaleza de Santa Catarina em homenagem a Duquesa portuguesa Dona Catarina de Bragança, além de coincidir com a construção da então capela de Santa Catarina de Alexandria.


Poço

Mas o forte também teve os seus momentos difíceis no que se diz respeito às tentativas e derrotas mesmo que momentâneas a exemplo do episódio dos anos de 1631 e 1634 com o que se diz respeito respectivamente a 1º tentativa e a invasão do forte pelos holandeses.
A 1º tentativa em 1631 foi realizada com o desembarque de cerca de 1000 homens distribuídos em uma esquadra de treze de navios. O combate durou pouco menos de 15 dias e terminou com a expulsão holandesa e com um número consideravelmente pequeno de mortos e feridos.
Contudo, três anos mais tarde o forte enfrentou seu grande momento de dificuldade quando em 25 de fevereiro de 1634 os Holandeses mais uma vez fizeram uma investida contra o forte. Munidos de 24 navios e 1600 homens, foram recebidos com fogo forte e artilharia pesada. Só no dia 4 de dezembro daquele mesmo ano e na 3º tentativa, sob o comando do Coronel Holandês Sigemundt Von Schkoppe que guiava 29 navios, além de seus 2354 soldados, os holandeses obtiveram sucesso rendendo o forte aos seus domínios.


salão de exposições

A fortaleza ficou a mercê do domínio holandês, sendo entregue pelo comandante João de Matos Cardoso, juntamente com todo o seu armamento.
Naquele forte ainda se realizou em comemoração pela tomada de poder holandês, o 1º culto protestante do Estado.
Anos mais tarde, em 1637, por ordem do Conde Maurício de Nassau e após uma reforma e ampliação do espaço, o mesmo rebatizou-o com o nome de Margreth (ou Margarida), em homenagem a sua irmã. Porém esse domínio Holandês não durou muito. Apesar de garantir proteção e regalias para aqueles que jurassem fidelidade à coroa da Holanda, o espírito nacionalista e de retomada das terras que nos pertencia fez com que houvesse o enfraquecimento do poderio invasor o que fez no ano de 1654, esse mesmo o poderio holandês ser totalmente abatido em todo território do Nordeste Brasileiro, levando o forte novamente para as mãos de Portugal a quem era de direito.
Durante o ano de 1798, dado em relatório do próprio forte em cartas, o local passou por um de seus períodos de abandono, com fosso entulhado de coisas inúteis, muralhas sem reboco e portões destruídos além da capela em péssimo estado estrutural e com formigueiros espalhados por toda extensão do forte.




O forte ainda recebeu a ilustre visita do então Imperador D. Pedro II no ano de 1859, o que levou a população a uma grandiosa comemoração, mas logo caiu no abandono e no esquecimento por volta de 1874, em ruínas e gradativo caminhar ao esquecimento.
No entanto foi em 24 de maio de 1938, tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN – Atual IPHAN) e registrado pelo Livro das Belas Artes, tendo inicio dos trabalhos de recuperação em 06 de setembro de 1970.


Não tem como não visitar um lugar deste e não registar  a sua presença! - Agosto de 2009
Porém o forte foi novamente abandonado durante o ano de 1990, em consequência da Reforma Administrativa Federal e somente em 1991 foi mantido pela Associação Artístico e Cultural de Cabedelo e com maior firmeza um ano mais tarde de 1992 com a criação da Fundação Fortaleza de Santa Catarina que atualmente rege e toma conta do Monumento, como um todo, além de abrigar atualmente o Museu Oceanográfico e de vender alguns artigos artesanais e promover alguns eventos ao que são realizados longo do ano como mostras culturais.



Misteriosamente, durante o seu período de esquecimento, o forte sofreu saques cruéis a sua estrutura e bens, a exemplo do sumiço de vários canhões que ali existiam.

Muitos canhões sumiram "misteriosamente"



A Fortaleza de Santa Catarina localizada em Cabedelo é em si, uma das mais importante na região Nordeste em tamanho e em história. Possivelmente em maior destaque do que o Forte dos Reis Magos em Natal – Rio Grande do Norte, também de grande valor histórico para o nosso país. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Antigo Hotel Globo



Inicialmente chamado de Hotel Central, durante os anos de 1909, mudou-se em 1920 para a atual instalação no quadrilátero do largo da Igreja São Frei Pero Gonçalves, no Varadouro - João Pessoa/PB. 
Construção de ordem do então hoteleiro Henrique Siqueira, comumente conhecido por Seu Marinheiro, era o local para as reuniões de “pompa” da alta sociedade da época, vindo a ser o palco de reuniões e encontros sociais e de pessoas ilustres.


Com a localização privilegiada a um belíssimo  pôr-do-sol e de frente para a beleza natural do Rio Sanhauá e do porto do Capim, o Hotel Globo por mito tempo foi um lugar muito importante na sociedade Paraibana.

Fotografia do prédio em sua origem.  Foto tirada a partir de um banner em exposição no local.
Sua construção e formação arquitetônica norteiam ao ecletismo (estilo artístico e arquitetônico que aceita misturar numa única construção vários estilos artísticos europeus). Além deste podemos citar a da presença da Arte Nouveau, que como o próprio nome propõe (arte Nova).
Foi essa arte nova o estilo vigente no final do século passado na Europa e que veio para sobrepujar/ ultrapassar o ecletismo, valorizando a decoração interna e externa com construções e objetos com desenhos inspirados em flores e folhas, além da então Arte Décor, demonstrando assim os traços que retratam a ativa transferência urbana do início do século XX em João Pessoa.
Esse estilo refinado tornou-se o espelho da própria sociedade que desejava libertar-se dos hábitos rurais e medianeiros para tornar-se próspera e promissora como assim se tornou e hoje se mostra sólida e com requinte próprio, típico do povo paraibano.


As mobílias também seguiam essas tendências artísticas do Neoclássico ao Décor, assim como a decoração do gradeado do Jardim do Hotel, com motivos florais em ferro, como propõe o estilo.
Já o belo jardim circulado por grades em ferro no mais legítimo estilo eclético, abraça um belo conjunto natural de plantas, como um cenário bucólico e abrilhantado com as nuances serenas do Sanhauá ao fundo e o por do sol digno dos deuses brindando o fim do dia.
Porém tanto glamour e imponência não foram o bastante para que o Hotel Globo se mantivesse na ativa. Após a transferência do porto do Varadouro para Cabedelo em meados de 1935 e da Construção do Paraíba Palace Hotel, na atual Praça Vidal de Negreiros (Ponto de Cem Réis), o Hotel Globo viu-se em decadência com a falta de hospedes até vir à falência total e o fechamento de suas portas.

Logo, local viveu seus anos de auge entre 1929 e 1935. Durante as décadas de 1940 e 1950, o local serviu como ponto de encontro para boêmios em busca de bebida e boa vida, seguindo assim lentamente para o esquecimento e falência total.
O prédio por sua vez, após o seu reconhecimento como um local de importância na história do desenvolvimento da capital, está no livro do tombo do IPHAEP (Instituto do Patrimônio Artístico do Estado da Paraíba), quando foi tombado no ano de 1978, mediante o Decreto Estadual de N.º 8639 de 26 de Agosto de 1980. O prédio abriga a exposição permanente de parte do mobiliário do Hotel, além da um acervo de arte popular.


Apesar de ser um exemplar de um passado um pouco distante de nossa realidade o Antigo Hotel Globo esconde em suas paredes e peças de seu acervo muitas histórias engraçadas, interessante e provavelmente emocionantes que em partes não morrem com o fim do prédio e sim ficam para a posteridade. 
No primeiro andar do prédio localiza-se atualmente o Consulado Espanhol na Paraíba.
É importante salientar que toda área do Antigo Hotel encontra-se atualmente interditada por medida de segurança, devido ao deslisamento do muro de contenção da barreira onde o mesmo está instalado, vindo a por em risco turistas e principalmente moradores das regiões próximas. Sem contar que trata-se de um prédio de grande valor artístico e histórico que precisa ser zelado com o máximo de urgência. 

Isso porque a sua localização se dá numa encosta e provavelmente pela ação do tempo, erosão do terreno e a proximidade com a linha férrea e a trepidação do espaço com a passagem do trem podem estar afetando consideravelmente a estrutura externa do prédio e sendo agravado com as chuvas do ano de setembro de 2013.
Fotografia tirada antes do desmoronamento de parte do pátio. Apesar de belo o luar já mostrava sinais de risco. 
No ultimo dia 20/01/2014 o IAB-PB - Instituto de Arquitetos do Brasil/ Departamento Paraíba - fez uma publicação de uma carta aberta cobrando medidas emergenciais de recuperação ao prédio que é tombado pelo IPHAEP - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba. O alerta do IAB refere-se ao fato de que o desmoronamento ameaça não apenas a parte externa do local, mas todo o prédio pode vir a ruir, o que será uma perda irremediável ao patrimônio estadual como um todo, visto que o lugar recebe a visitação de turistas de outros estados e até de outros países, gerando renda e investimentos. 
Não seria a primeira vez que o local estaria entregue ao abandono. Um lindo lugar cheio de história e arte, fadado ao esquecimento de órgãos públicos  descompromissados com a preservação da memória local.
Crédito de fotografias: Lais Lima Sobreira/ Acervo pessoal.


Saiba mais:
http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/01/iab-pb-cobra-obras-emergenciais-no-hotel-globo-em-joao-pessoa.html

http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20140121104050&cat=paraiba&keys=iabpb-cobra-obras-hotel-globo

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Palácio da Redenção


Palácio da Redenção
Palácio da Redenção 

   
Obra jesuíta datada de 1586 em pleno século XVI, fazia parte de um conjunto arquitetônico religioso composto pelo colégio Jesuíta, Capela e Convento vindo depois a servir como residência para capitães-mores. Certo é que inicialmente foi construído para abrigar o colégio dos padres da Companhia de Jesus. 
 Dentro do prédio, logo na entrada há um belo lustre imponente em ferro e cristais além de azulejos portugueses do século XVI e XVII. 



Com a fachada totalmente descaracterizada assim como o seu interior, o local recebeu influências do estilo neoclássico, já no governo de Camilo de Holanda. 
Salão Principal, destinado para reuniões mais importantes, coletivas com a imprensa. Foto Lais Lima Sobreira

Além desta diferença estética o local ganhou telas vindas de Paris ainda em 1918 do então Antonio Parreiras em comemoração ao centenário da Revolução de 1817.  

No ano de 2010 foi criada a galeria do ex-presidente e governadores. 

Galeria de ex-presidentes e governadores do Estado


Quarto destinado aos Governadores. Em outras épocas, os chefes do estado literalmente moravam no Palácio da Redenção. 

A escadaria em mármore dá acesso ao andar superior onde podemos encontrar as mobílias datadas do século XIX, possuindo  alguns exemplares em jacarandá. Ainda no acesso ao andar superior, é possível encontrar no teto uma bela pintura em vidro representando o brasão do Estado. Tal trabalho vindo do Recife data de abril de 1931.

         

O claustro do antigo convento que ali existia abriga um imponente painel em azulejos portugueses retratando a vinda das caravelas do Descobrimento. O trabalho feito pela portuguesa Francisca Constância. Ainda no interior do Palácio encontra-se o Salão Principal, o Salão Azul (com nome proveniente aos azulejos azuis portugueses existentes na decoração do salão) Este Salão Azul é muito utilizado para reuniões do secretariado ou jantares menores. Como parte de sua decoração é possível conferir a coleção de 28 fotografias de antigos governantes em estilo óleo produzidas por Milton Nóbrega.  


Salão Azul
Além destes salões nobres onde são atualmente realizados eventos e reuniões de importância estadual existe ainda um salão lateral dedicado para eventos menores, decorado suntuosamente com traços em Art Nouveau. 



Na área externa e a direita do Palácio é possível encontrar o Mausoléu onde atualmente repousamos restos mortais de João Pessoa, morto no Recife, e de sua esposa. Este Jardim que atualmente abriga o Mausoléu de  Ex-Governador da Paraíba antes fora a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, resquício do antigo convento e que infelizmente foi demolida em 1929 em nome da “modernização e do progresso”, além do espírito melancólico e de pesar que havia se estabelecido naqueles anos devido ao assassinato do então João Pessoa.

Mausoléu


Passando por uma vistoria rigorosa por parte do Instituto do Patrimônio Estadual em março de 2009, atualmente o Palácio e seu entorno estão inscritos no Livro de Tombo do IPHAEP, sob decreto de lei estadual nº 8636/1980. 


domingo, 1 de dezembro de 2013

I Encontro de Escritores Paraibanos na Livraria Nobel empolga a produção literária paraibana e deixa gosto de quero mais

Escritores convidados - Livraria Nobel/Espaço Múltiplo

Aconteceu na tarde desse ultimo dia 30 de novembro na Livraria Nobel instalada no Shopping Tambiá- João Pessoa/Centro, o I Encontro de Escritores Paraibanos. O evento promovido pelo Espaço Múltiplo, em nome da Sandra Alves superou as expectativas pela qualidade dos convidados e pela aceitação do público. 
sentados: Renálide Carvalho, Lais Lima Sobreira, Flávio Bezerra da Silva, Valmir Neves, Rafael Venâncio
Integrantes do primeiro ciclo de conversas. 

Cyelle Carmem(calça Preta), Sandra Alves- idealizadora do projeto( Branco) e Lais Lima Sobreira (bolsa)

Tiago Germano - mediador do evento - à esquerda, ao centro Lais Lima Sobreira recitando trechos do Cordel "Os podres da Sogra" de sua autoria.À direita, Rafael Venâncio. 


Com a mediação de Tiago Germano, o evento contou com dois momentos, entre os quais o primeiro grupo de escritores contou com a participação do poeta Valmir Neves, Roberto Menezes, Lais Lima Sobreira, Rafael Venâncio,Mayara Almeida, Renálide de Carvalho, Flávio Bezerra da Silva, dentre outros nomes. Em um segundo momento, um segundo grupo escalado também debateu sobre literatura e cultura, contando com a participação ótimos escritores a exemplo de Jairo Cézar, Siellyson Francisco, Roberto Denser, Bruno Galdêncio, Chrystiane Souza, Emilia Guerra e Cyelle Carmem. 

Renálide Carvalho, Valmir Neves, Rafael Venâncio e Lais Lima Sobreira
A Escritora Lais Lima Sobreira, Wallyson Souza ( autor de Suspiros Poéticos) e a poetisa  Chrystiane Souza - ambos orgulhosamente  de Santa Rita/Paraíba
Valmir Neves e Lais Lima Sobreira - Detalhe: livro Têmporas de Espelhos do Valmir Neves - livro poético.
A busca pela aproximação entre escritores e público foi a motivação de Sandra Alves para a execução deste evento, em parceria com a Livraria Nobel.
Debateu-se sobre os livros digitais, as inovações na área literária e principalmente o relacionamento amoroso entre leitores e livros, um íntimo relacionamento que cada vez mais se solidifica entre crianças, jovens e adultos, confirmando que a tecnologia não veio para acabar com os livros e sim agregar qualidade, possibilidades e divulgação dos mesmos assim como as redes sociai
s os fazem muito bem. 
Dentre outros pontos da pauta de debates, questionou-se também a problemática burocracia e elitização das publicações literárias no país e em especial no Estado da Paraíba, paralelo a aceitação publica que muitas vezes não creditam atenção aos escritores da terra. 
O local literalmente ( se me permitem o trocadilho) parou para o evento, muito bem organizado e que deixou gostinho de quero mais. 
Lais Lima Sobreira com Rafael Venâncio autor paraibano de A prostituta.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Uma pausa literária - I Encontro de Escritores Paraibanos na Livraria Nobel/ Shopping Tambiá



Considero a literatura e o gosto por tal modalidade uma prática riquíssima e que infelizmente muitos não sabem apreciar como bem é merecido. No entanto, com determinação tudo se alcança. Pensando nisso e na possibilidade de ampliar horizontes, o Espaço Múltiplo coordenado por Sandra Alves, localizado no Bairro de Tibiri II em Santa Rita-PB organizará juntamente com a Livraria Nobel - Shopping Tambiá, em João Pessoa - PB, tendo como representante o gerente da loja, Marcelo Nascimento.

De acordo com Sandra Alves, idealizadora do Encontro, a atividade literária terá como finalidade reunir escritores e escritoras do Estado da Paraíba, objetivando formar uma rede de encontros nos diversos municípios, além de criar um vínculo, uma aproximação não só entre leitor e obra e sim, abrindo espaço para que haja uma interação entre o leitor e o autor. Também será um momento para abrir espaço para a comercialização de maneira coletiva destinada para autores paraibanos. 

O encontro acontecerá no próximo dia 30 de novembro ( sábado) a partir das 14:00h, e contará com a apresentação da banda Espaço Branco. Cultura e transmissão de ideias produtivas em um só espaço. A preservação da cultura, literatura e arte como formas de patrimônio imaterial. Uma linda iniciativa, audaciosa e vanguardista. 

A entrada é franca!

Como diria o professor Silvino Pedrosa Espínola, de Estética e História da Arte do Curso de Educação Artística - UFPB Campus I:     
"A Ideia gera a forma". 



Abaixo, confira um pouco sobre quem são os escritores convidados que farão parte deste belo evento:













domingo, 10 de novembro de 2013

Inscrições Pré-históricas na Pedra de Ingá – Ingá - Paraíba/Brasil - Prehistoric inscriptions on stone Inga - Inga - Paraíba / Brazil -- Inscripciones prehistóricas de piedra - Inga Inga - Paraíba / Brasil - Inscriptions préhistoriques sur pierre Inga - Inga - Paraiba / Brésil


Eis um dos lugares mais bonitos e mágicos da qual visitei. Não posso negar que este sítio arqueológico situado no município de Ingá é uma das coisas mais lindas que já tive o prazer de ver. Acredite: fiquei emocionada ao estar ali, tão perto de um dos monumentos pré-históricos mais importantes do país. Um bloco de rocha metamórfica com cerca de 5.000 anos de existência abriga um conjunto de inscrições gravadas na  grande rocha metamórfica que  desperta a curiosidade de pesquisadores do Brasil e demais
 países pelo mundo.

                                          

 O monumento natural foi tombado pelo SPHAN, serviço de proteção do atual IPHAN ainda no ano de 1944. No sitio arqueológico de Ingá existem o Museu de História Natural, contendo fósseis animais, provenientes do sítio Maringá e Riachão do Bacamarte.

                         

Como destaque  do sítio existem três painéis rupestres com representações de animais e figuras que se remetem a constelação. Dentro do conjunto há um bloco principal que possui cerca de 24 metros de comprimento, por cerca de 4 metros de altura, estando o rio Ingá. Durante o período de cheia, a pedra fica posicionada bem ao meio do rio enquanto no período de estiagem o curso do rio segue por trás da grande pedra.

                       
                      
Por guardar mistérios em sua formação gráfica, a pedra já despertou muita curiosidade, além de levantar a crendice na existência de vidas extraterrestres, segundo a teoria de ufólogos,  onde os Et’s possam ter gravado tais figuras com o intuito de direcionamento ou alguma outra mensagem qualquer. Outros pesquisadores afirmam se tratar de inscrições de origem fenícia. Porém, outras teorias apontam para algo mais aceitável ou pelo menos mais palpável e lógico,  levando a crer que as gravações no rochedo representem algo relacionado a ciclos naturais como a estiagem, as chuvas ou a seca, provavelmente criadas pelos próprios nativos ou ainda sinais matemáticos e de comunicação. Vanderley de Brito em seu livro "A pedra do Ingá: Itacoatiaras da Paraíba" (maxgraf - Campina Grande 2012/ 5º Edição) afirma que:

 "Particularmente, creio que os relevos rupestres do Ingá são indícios de uma cultura pré-histórica ameríndia, que tinha por prática comum gravar com maestria os símbolos de sua linguagem nas duras rochas ao longo dos cursos hídricos. Contudo não podemos compreender o quê relevam de objetos estes símbolos ou o porquê desta prática ter se estagnado na inatividade de algum momento de nossa pré-história. " ( BRITO,2012. p. 11)

O que é certo afirmar é que o trabalho ali empregado utilizou-se de técnicas apuradas e com um requinte de cuidados bastante curioso. Infelizmente parte do grande bloco perdeu-se pela ação despreparada de empreiteiras que cortaram parte da pedra para a confecção de paralelepípedo que seria utilizado no calçamento de vias públicas. O IPHAN agiu e denunciou a ação a tempo de não se ter uma perda bem maior. Com a denúncia, a obra foi sustada pela Sociedade Paraibana de História Natural em 1953.  


Ainda em relação ao rio e a pedra, é interessante frisar que naturalmente, dentro do regime de cheias do Riacho do Bacamarte, inúmeras vezes o local enfrentou duras cheias, que apesar de muitas cobrirem completamente a pedra, não danificam quase em nada o monumento ( que sofre muito mais com a ação humana, sua maior ameaça "pra variar"). Ainda é possível encontrar várias pedras quebradas e riscadas com cortes que marcavam o tamanho dos blocos que mais tarde serviriam para calçamento de ruas.

Cortes na pedra, indicam a ação devastadoras do homem, anos atrás. 

imagens no dorso do monumento, provavelmente referindo-se a astros celestes. 
As imagens da pedra estão distribuídas em três níveis, sendo o superior, vertical e inferior ( espalhado pelo chão a frente do grande rochedo principal) além de algumas gravuras no dorso do monumento. 
                                                                                                                                              

 Algumas das inscrições lembram figuras humanas (antropomórficas) enquanto outras lembram animais típicos da fauna regional ( zoomórficos). Ainda é possível encontrar figuras geométricas e ainda que façam alusões a um sistema de organização celeste, assim como um conjunto de gravuras na parte inferior que é muito semelhante a estrutura da constelação de Órion.

painel inferior, com "suposta" constelação de Órion. 

 
É até engraçado olhar para as pedras à beira e dentro do corredor do rio e imaginar figuras engraçadas e muitas até misticas como a proponho você a tentar encontrar na fotografia abaixo... Quem enxerga um rosto com direito a queixo e narinas? 
                                                
                               



ÁGUA MOLE, PEDRA DURA. TANTO BATE ATÉ QUE FURA!

                                      


Nunca ouvi um ditado tão realista como esse, se materializando bem diante de meus olhos ali em volta daquele majestoso monumento. Com ação da água, forte e constante, verdadeiras "cacimbas" foram moldadas - buracos que foram apelidados de "caldeirões". Dentro desses caldeirões, alguns seixos ( ou xexos, como dizem muitos) e animais que se abrigam no local. 


Também não é difícil encontrar alguns sapos mortos dentro destes caldeirões ( acho que muitas Bruxas adorariam estes caldeirões). Talvez os pobres bichinhos morram por não conseguirem sair dos buracos, uma vez que alguns são até profundos e com paredes bem lisas e escorregadias.  



O MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE INGÁ

                                 
O local conta com um Museu de História Natural, com alguns fósseis de animais nativos, pedaços de troncos de árvores fossilizados e uma réplica de um funeral primitivo, em miniatura. Ao centro do local, a parte superior do crânio de uma baleia e um painel divinamente desenhado pelo Vanderley de Brito, além de uma outra pintura representando o momento místico dos nativos em Ingá. 






Interior do Museu 






placa com molde negativo do paredão vertical do monumento. feita com fibra de vidro, o molde pode nos dar uma dimensão das cavidades/sulcos feitos na pedra, sem que precisemos literalmente "tocar" nas gravuras originais, evitando corrosão por parte de atrito, oxidação ou danos do tipo. 

Um molde original retirado da pedra principal, paredão vertical. Confeccionado em fibra de vidro por pesquisadores da Universidade de Lyon - França, juntamente com professores das Universidades de Pernambuco e da Paraíba. no ano de 1996. 







Um fóssil chama atenção dentro do Museu. trata-se de uma pata de preguiça gigante. Apenas este fóssil mede cerca de 1 metro, o que nos leva a perceber o tamanho e dimensão deste habitante primitivo. Um gigante mamífero das matas nordestinas em tempos remotos.


  O RIO E SEUS CONTORNOS NA GRANDE PEDRA










o grande número de pequenas pedras se deve ao trabalho ali realizado pela extinta pedreira que funcionava no local. 






Ah, gente! Eu confesso que não resisti! Não tem como ir para um lugar desses e não tirar uma foto do tipo: "Olha, eu estou aqui! É lindo! Amigos... Morram de inveja! (brincadeirinha)!"  Claro que eu ia tirar uma foto minha e do local. Apesar de estar ai à trabalho, em um paraíso como este, onde a calmaria nos aproxima de Deus ( independente do seu deus) não tem como não se sentir bem. 





HAVIA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO... E  ERA ENORME!

Ainda não encontrei explicação para essa bela pedra quase redondinha. Ela possui um corte que parece ter sido feito pelos homens que trabalhavam na extinta pedreira. Porém, apesar de tudo a solitária personagem desta grande pintura viva é tão bela quanto o grande rochedo. Sua posição quase que estratégica me rendeu ótima imagens que deixo gravada aqui! ( quem sabe mais um incentivo para que você leitor possa um dia incluir Ingá e suas Itacoatiaras em seu roteiro de viagens).









O casarão acima é na verdade o Museu de História Natural. 
Infelizmente, fiquei sabendo que o IPHAN, órgão que deveria presar pelo patrimônio, não está trabalhando muito bem na preservação deste local, pois o excesso de burocracias para melhorias, reformas, preservação de um modo geral está "empacando" e impedindo que se invista mais para atrair turistas e até mesmo ( o que é mais importante) na preservação do local. Sem investimentos, nada sai do lugar, e perder um local tão lindo como este, de certo não é nada bom! 



English:

Prehistoric inscriptions on stone Inga - Inga- Paraíba - Brazil

Here is one of the most beautiful and magical places which I visited . I can not deny that this archaeological site located in the municipality of Inga is one of the most beautiful things I've ever had the pleasure of seeing . Believe me, I was thrilled to be there , so close to one of the prehistoric monuments of the most important country. A block of metamorphic rock with about 5,000 years of existence harbors a set of inscriptions on large metamorphic rock that arouses the curiosity of researchers from Brazil and other countries around the world .

The natural monument was listed by SPHAN protection service IPHAN still current in 1944 . At the archaeological site of Inga are the Natural History Museum , containing animal fossils , from the site of Maringa and Riachão Blunderbuss .
As a highlight of the site there are three panels with cave representations of animals and figures that refer to the constellation . Within the group there is a main block that has about 24 feet long by about 4 feet tall , with the Inga River . During the flood , the stone is positioned right in the middle of the river while in the dry season the river course follows behind the large rock .

By saving mysteries in their formation graphic , the stone has already aroused much curiosity , besides raising the superstition in the existence of life extraterrestrials , according to the theory of ufologists , where Et 's may have recorded these figures with the intention of targeting or some other message any . Other researchers claim this is inscriptions of Phoenician origin . However , other theories point to something more acceptable or at least more tangible and logical , leading us to believe that the recordings on the rock represent something related to natural cycles such as drought , rainfall or drought , probably created by the native or mathematical signs and communication . Vanderley de Brito in his book " The Stone Inga : Itacoatiaras Paraíba " ( maxgraf - Campina Grande 2012/5 º Edition ) states that :

" Personally, I believe that the rock reliefs of Inga are evidence of a prehistoric culture Amerindian , who was common practice to write the symbols mastery of his language in the harsh rocks along the water courses . Yet we can not understand what the fall objects these symbols or why this practice has become stagnant inactivity some point in our prehistory . " ( Brito , 2012. p . 11 ​​)

What is certain is that the state employee working there made ​​use of refined techniques and a refinement of care rather curious . Unfortunately part of the big block was lost by the action unprepared contractors who cut the stone for making paving would be used in paving roads . IPHAN acted and denounced the action in time to not have a loss greater good . To the complaint, the work was halted by the Company Paraibana Natural History in 1953 .

Still on the river and the rock , it is interesting to note that of course, within the flood regime of the creek 's Blunderbuss , many times the site has faced harsh floods , which despite many completely cover the stone , do not damage the monument almost nothing (which suffers more with human action , their biggest threat " to change " ) . You can still find several broken stones and streaked with cuts that marked the size of the blocks that later serve to paving streets .

The images of the stone are divided into three levels, the upper and lower vertical ( over the floor in front of the large rock principal) plus some engravings on the back of the monument .

 Some of the inscriptions resemble human figures ( anthropomorphic ) while others resemble animals typical of the regional fauna ( zoomorphic ) . It is still possible to find geometrical figures and even make allusions to a celestial system of organization , as well as a set of prints on the bottom that is very similar to the structure of the constellation Orion .

It's funny to look at the rocks at the edge and within the river corridor and imagine funny figures and many even mystical as I propose you to try to find the photo below ... Who sees a face with the right chin and nostrils ?



WATER SOFT ROCK HARD . STICKING TO MUCH HITS !

Never heard a saying as realistic as this , materializing right before my eyes there around that majestic monument . With the action of water , strong and steady , true " water holes " were shaped - holes that were dubbed the " potholes " . Within these cauldrons , some pebbles (or xexos , as many say ) and animals sheltering in place . It is also not difficult to find some dead frogs within these cauldrons ( think many would love these witches cauldrons ) . Perhaps the poor worms die because they can not come out of the holes, since some are even very deep -walled smooth and slippery .


THE MUSEUM OF NATURAL HISTORY OF INGA

The site has a Museum of Natural History , with some fossils of native animals , pieces of fossilized tree trunks and a replica of a funeral primitive, miniature . At the center of the site , the top of the skull of a whale and a panel divinely designed by Vanderlay de Brito , plus another painting representing the mystical moment of native Inga . A mold taken from the original cornerstone , vertical wall . Made of fiberglass by researchers at the University of Lyon - France , along with professors from the Universities of Pernambuco and Paraíba . in 1996 .

A fossil draws attention within the Museum . it is a giant sloth paw . Only this fossil measured about 1 meter, which leads us to realize the size and scale of the primitive inhabitants . A giant mammal from northeastern forests in ancient times .


 THE RIVER AND THEIR PROFILES IN BIG STONE


Oh , people! I confess that I could not resist ! There is no way to go to such a place and not take a picture like this: " Look, I 'm here ! 's Beautiful ! ... Friends Die of envy ! (Just kidding ) ! " Of course I would take my picture and location . Despite being there to work in a paradise like this, where the lull us closer to God ( regardless of their god ) can not help but feel good .


THERE WAS A STONE IN THE MIDDLE OF THE ROAD ... AND IT WAS HUGE !

I have not found an explanation for this beautiful stone almost plump . She has a cut that seems to have been done by men who worked in the former quarry. However , despite all the lonely character of this great live painting is as beautiful as the big rock . Its strategic position almost earned me great images that leave recorded here! ( Perhaps another incentive for you reader might one day include Inga and her Itacoatiaras on your travel itinerary ) .

Unfortunately , I learned that IPHAN body should presar by assets , is not working very well in preserving this place , because excessive bureaucracy for improvements , renovations , preservation in general is " balking " and preventing them from investing more to attract tourists and even ( which is more important) the preservation of the site . Without investment , nothing out of place , and lose a place as beautiful as this , the right is not good !

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Español:

Inscripciones prehistóricas de piedra Inga Inga - Paraíba - Brasil

Aquí está uno de los lugares más bellos y mágicos que he visitado. No puedo negar que este sitio arqueológico ubicado en el municipio de Inga es una de las cosas más bonitas que he tenido el placer de ver. Créeme, yo estaba encantado de estar allí, tan cerca de uno de los monumentos prehistóricos del país más importante. Un bloque de roca metamórfica con unos 5.000 años de existencia alberga un conjunto de inscripciones en gran roca metamórfica que despierta la curiosidad de los investigadores de Brasil y otros países de todo el mundo. 

El monumento natural fue catalogado por el servicio de protección SPHAN IPHAN sigue vigente en 1944. En el sitio arqueológico de Inga son el Museo de Historia Natural, que contiene fósiles de animales, desde el lugar de Maringa y Riachão Trabuco. 
Como punto culminante de la página hay tres paneles con representaciones rupestres de animales y figuras que hacen referencia a la constelación. Dentro del grupo hay un bloque principal que tiene aproximadamente 24 metros de largo por unos 4 metros de altura, con el río Inga. Durante la inundación, la piedra está colocada justo en el medio del río, mientras que en la estación seca, el curso del río sigue detrás de la gran roca. 

Al guardar misterios en su formación gráfica, la piedra ya ha despertado mucha curiosidad, además de elevar la superstición en la existencia de extraterrestres la vida, de acuerdo con la teoría de los ufólogos, donde Et de pueden haber registrado estas cifras con la intención de atacar o algún otro mensaje de cualquier . Otros investigadores afirman que se trata de inscripciones de origen fenicio. Sin embargo, otras teorías apuntan a algo más aceptable, o al menos más tangible y lógica, lo que lleva a pensar que las grabaciones de la roca representan algo relacionado con los ciclos naturales, como sequías, lluvias o sequías, probablemente creados por los signos naturales o matemáticas y la comunicación. Vanderley de Brito en su libro "La Piedra de Inga: Itacoatiaras Paraíba" (maxgraf - Campina Grande 2012/5 º Edición) establece que: 

"Personalmente, creo que los relieves rupestres de Inga son evidencia de una cultura prehistórica amerindia, que era una práctica común escribir los símbolos dominio de su lengua en las rocas duras a lo largo de los cursos de agua. Sin embargo, no podemos entender lo que la caída objetos de estos símbolos o por qué esta práctica se ha convertido en inactividad estancada algún momento de nuestra prehistoria. "(Brito, 2012. p. 11) 

Lo que es seguro es que el empleado del estado que trabaja allí hizo uso de técnicas refinadas y un perfeccionamiento de la atención bastante curiosa. Por desgracia, parte de la gran manzana se perdió por la acción contratistas preparados que cortan la piedra para la fabricación de pavimento se utiliza en la pavimentación de caminos. IPHAN actuó y denunció la acción en el tiempo para no tener una pérdida de un bien mayor. En la denuncia, la obra fue parada por la Compañía Paraibana Historia Natural en 1953. 

Aún en el río y la roca, es interesante observar que, por supuesto, dentro del régimen de crecidas del Trabuco del arroyo, muchas veces el sitio ha enfrentado duras inundaciones, que a pesar de que muchos cubren completamente la piedra, no dañar el monumento casi nada (que sufre más con la acción humana, su mayor amenaza "para el cambio"). Aún se pueden encontrar varias piedras rotas y manchado de los recortes que marcaron el tamaño de los bloques que luego sirven para pavimentar calles. 

Las imágenes de la piedra se dividen en tres niveles, el superior e inferior verticales (en el suelo delante del principal roca grande) además de algunos grabados en la parte posterior del monumento. 

 Algunas de las inscripciones parecen figuras humanas (antropomorfos), mientras que otros se asemejan a los animales típicos de la fauna regional (zoomórficas). Todavía es posible encontrar figuras geométricas e incluso hacer alusiones a un sistema celeste de la organización, así como un conjunto de huellas en la parte inferior que es muy similar a la estructura de la constelación de Orión. 

Es divertido ver las rocas en el borde y en el corredor del río e imaginar figuras divertidas y muchos incluso mística como yo os propongo tratar de encontrar la foto de abajo ... ¿Quién ve una cara con la barbilla y la nariz no? 



AGUA SOFT ROCK HARD. Cumplir con HITS MUCHO! 

Nunca he oído un dicho tan realista como este, materializando delante de mis ojos hay alrededor de ese majestuoso monumento. Con la acción del agua,, verdaderos "ojos de agua" fuerte y estable eran en forma de - agujeros que fueron apodados los "baches". Dentro de estas calderas, algunos guijarros (o xexos, como muchos dicen) y animales refugiarse en el lugar. Tampoco es difícil encontrar algunas ranas muertas dentro de estos calderos (pensar a muchos les encantará estos calderos de brujas). Tal vez los pobres gusanos mueren porque no pueden salir de los agujeros, ya que algunos son incluso muy profundo con paredes lisas y resbaladizas. 


EL MUSEO DE HISTORIA NATURAL DE INGA 

El sitio cuenta con un Museo de Historia Natural, con algunos fósiles de animales nativos, pedazos de troncos de árboles fosilizados y una réplica de un primitivo funeral, en miniatura. En el centro de la página, la parte superior del cráneo de una ballena y un panel divinamente diseñada por Vanderlay de Brito, además de otra pintura que representa el momento místico de Inga natal. Un molde tomado de la piedra original, la pared vertical. Hecho de fibra de vidrio por investigadores de la Universidad de Lyon - Francia, junto con los profesores de las universidades de Pernambuco y Paraíba. en el año 1996. 

Un fósil llama la atención en el Museo. es una pata perezoso gigante. Sólo este fósil mide alrededor de 1 metro, lo que nos lleva a darnos cuenta del tamaño y la escala de los primitivos habitantes. Un mamífero gigante de los bosques del noreste de la antigüedad. 


 EL RÍO Y SUS PERFILES EN PIEDRA GRANDE 


Oh, gente! Confieso que no me pude resistir! No hay manera de ir a un lugar y no tomar una imagen como esta: "Mira, estoy aquí 's Beautiful ... Amigos mueren de la envidia (es broma)!!" Por supuesto que me gustaría llevar a mi imagen y ubicación. A pesar de estar allí para trabajar en un paraíso como éste, en el momento de calma que nos acerca a Dios (independientemente de su dios) no puede dejar de sentirse bien. 


HUBO UNA PIEDRA EN EL MEDIO DE LA CARRETERA ... Y era enorme! 

No he encontrado una explicación para esta hermosa piedra casi regordete. Ella tiene un corte que parece haber sido hecho por los hombres que trabajaban en la antigua cantera. Sin embargo, a pesar de todo el carácter solitario de este gran cuadro vivo es tan hermosa como la gran roca. Su posición estratégica casi me ganó grandes imágenes que dejan grabada aquí! (Tal vez un incentivo más para que usted lector algún día podría incluir Inga y sus Itacoatiaras en su itinerario de viaje). 

Por desgracia, me enteré de que el cuerpo IPHAN debe Presar por activos, no está funcionando muy bien en la preservación de este lugar, ya que el exceso de burocracia para las mejoras, reformas, conservación en general es "frustrando" y que les impide invertir más para atraer a los turistas e incluso (lo que es más importante) la preservación del sitio. Sin inversión, no hay nada fuera de lugar, y perder un lugar tan hermoso como éste, el derecho no es bueno!


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Françáis:

Inscriptions préhistoriques sur pierre Inga - Inga - Paraiba / Brésil

Voici l'une des plus belles et magiques endroits que j'ai visités. Je ne peux pas nier que ce site archéologique situé dans la municipalité de Inga est l'une des choses les plus belles que j'ai jamais eu le plaisir de voir. Croyez-moi, j'ai été ravie d'être là, si près de l'un des monuments préhistoriques du pays le plus important. Un bloc de roche métamorphique avec environ 5.000 ans d'existence recèle un ensemble d'inscriptions sur la grande roche métamorphique qui suscite la curiosité des chercheurs en provenance du Brésil et d'autres pays à travers le monde. 

Le monument naturel a été inscrit par SPHAN service de protection IPHAN courant encore en 1944. Sur le site archéologique de Inga sont le musée d'histoire naturelle, contenant des fossiles d'animaux, sur le site de Maringa et Riachão tromblon. 
Le point culminant du site, il ya trois panneaux avec des représentations rupestres d'animaux et de personnages qui font référence à la constellation. Dans le groupe, il ya un bâtiment principal qui a environ 24 pieds de long par environ 4 pieds de haut, avec la rivière Inga. Pendant l'inondation, la pierre est placée juste au milieu de la rivière, tandis que dans la saison sèche, le cours de la rivière suit derrière le grand rocher. 

En économisant de mystères dans leur graphique de formation, la pierre a déjà suscité beaucoup de curiosité, plus d'élever la superstition dans l'existence des extraterrestres de la vie, selon la théorie d'ufologues, où les extraterrestres avoir enregistré ces chiffres avec l'intention de cibler ou d'un autre message tout . D'autres chercheurs affirment que c'est inscriptions d'origine phénicienne. Cependant, d'autres théories font quelque chose de plus acceptable, ou du moins plus tangible et logique, ce qui nous porte à croire que les enregistrements sur le rocher représentent quelque chose se rapportant aux cycles naturels tels que la sécheresse, la pluie ou la sécheresse, probablement créés par les signes indigènes ou mathématique et de communication. Vanderley de Brito dans son livre "Le Inga Stone: Itacoatiaras Paraíba" (maxgraf - Campina Grande 2012/5 º Edition) stipule que: 

"Personnellement, je crois que les reliefs rupestres de Inga sont la preuve d'une culture amérindienne préhistorique, qui était une pratique courante pour écrire la maîtrise des symboles de sa langue dans les roches dures le long des cours d'eau. Pourtant, nous ne pouvons pas comprendre ce que la chute objets de ces symboles ou pourquoi cette pratique est devenue stagnante inactivité certain moment dans notre préhistoire. "(Brito, 2012. p. 11) 

Ce qui est certain, c'est que l'employé de l'État qui y travaillent a fait usage de techniques raffinées et un raffinement des soins plutôt curieux. Malheureusement, une partie du gros bloc a été perdu par l'action des entrepreneurs non préparés qui coupent la pierre pour faire des pavés seraient utilisés dans le pavage des routes. IPHAN a agi et a dénoncé l'action dans le temps pour ne pas avoir une perte plus grand bien. Pour la plainte, le travail a été interrompu par la Société Paraibana Histoire Naturelle en 1953. 

Toujours sur la rivière et la roche, il est intéressant de noter que, bien sûr, dans le régime des crues des Blunderbuss du ruisseau, à plusieurs reprises, le site a fait face à des inondations sévères qui, malgré de nombreuses couvrir complètement la pierre, ne pas endommager le monument presque rien (ce qui souffre plus de l'action humaine, leur plus grande menace "pour changer"). Vous pouvez toujours trouver plusieurs pierres brisées et strié avec des coupes qui ont marqué la taille des blocs qui servent plus tard le pavage des rues. 

Les images de la pierre sont divisés en trois niveaux, la partie supérieure et inférieure verticale (sur le sol en face du grand directeur de rock) ainsi que quelques gravures à l'arrière du monument. 

 Certaines des inscriptions ressemblent figures humaines (anthropomorphique) tandis que d'autres ressemblent à des animaux typiques de la faune régionale (zoomorphe). Il est encore possible de trouver des figures géométriques et même faire des allusions à un système céleste de l'organisation, ainsi que d'un ensemble de gravures sur le fond qui est très similaire à la structure de la constellation d'Orion. 

C'est drôle à regarder les rochers au bord et dans le corridor de la rivière et d'imaginer les chiffres drôles et beaucoup même mystique que je vous propose d'essayer de trouver la photo ci-dessous ... Qui voit un visage avec le droit menton et les narines? 



WATER SOFT ROCK DUR. S'en tenir à HITS beaucoup! 

Je n'ai jamais entendu un dicton aussi réaliste que cela, matérialisant juste devant mes yeux, il n'y autour de ce majestueux monument. Avec l'action de l'eau, forte et régulière, de véritables "trous d'eau" étaient en forme - trous qui ont été surnommés les «nids de poule». Dans ces chaudrons, des cailloux (ou xexos, comme beaucoup le disent) et les animaux abri sur place. Il n'est pas difficile de trouver des grenouilles mortes à l'intérieur de ces chaudrons (pense que beaucoup aimeraient ces chaudrons de sorcières). Peut-être les vers meurent pauvres parce qu'ils ne peuvent pas sortir des trous, car certains sont même très profonde à paroi lisse et glissante. 


LE MUSÉE D'HISTOIRE NATURELLE DE INGA 

Le site dispose d'un musée d'histoire naturelle, avec des fossiles d'animaux indigènes, des morceaux de troncs d'arbres fossilisés et une réplique d'un enterrement primitive, miniature. Au centre de la place, le sommet du crâne d'une baleine et un panneau divinement conçu par Vanderlay de Brito, plus un autre tableau représentant le moment mystique de Inga natale. Un moule prise de la pierre originale, un mur vertical. Fait de fibre de verre par des chercheurs de l'Université de Lyon - France, ainsi que des professeurs des universités de Pernambuco et de Paraíba. en 1996. 

Un fossile attire l'attention dans le musée. il s'agit d'une patte de paresseux géant. Seulement ce fossile mesure environ 1 mètre, ce qui nous amène à prendre conscience de la taille et de l'échelle des habitants primitifs. Un mammifère géant des forêts du nord-est dans l'Antiquité. 


 LA RIVIÈRE et leurs profils à Big Stone 


Oh, les gens! J'avoue que je n'ai pas pu résister! Il n'existe aucun moyen d'aller à un endroit et ne pas prendre une photo comme celle-ci: "Ecoute, je suis ici l 'Beautiful ... amis mourir d'envie (je plaisante)!!" Bien sûr, je voudrais prendre ma photo et l'emplacement. En dépit d'être là pour travailler dans un paradis comme celui-ci, où l'accalmie nous rapprocher de Dieu (quel que soit leur dieu) ne peut pas s'empêcher de se sentir bien. 


IL Y AVAIT UN pierre au milieu de la route ... Et c'était énorme! 

Je n'ai pas trouvé une explication pour cette belle pierre presque dodu. Elle a une coupe qui semble avoir été fait par des hommes qui ont travaillé dans l'ancienne carrière. Cependant, malgré tout le caractère solitaire de cette grande peinture en direct est aussi beau que le gros rocher. Sa position stratégique m'a presque valu de belles images qui laissent enregistrées ici! (Peut-être un autre incitatif pour vous lecteur puisse un jour comprendre Inga et ses Itacoatiaras sur votre itinéraire de voyage). 

Malheureusement, j'ai appris que le corps IPHAN devrait PRESAR par les actifs, qui ne fonctionne pas très bien dans la préservation de ce lieu, parce que la bureaucratie excessive pour l'amélioration, la rénovation, la conservation en général est "rechigne" et en les empêchant d'investir plus pour attirer les touristes et même (ce qui est plus important) la préservation du site. Sans investissement, rien sur place, et de perdre un endroit aussi beau que cela, le droit n'est pas bon!